Nostálgica
sensação que me veio neste fim de semana: a lembrança das corridas de carrinhos
que eu costumava fazer pelo apartamento em que morava. Os carrinhos seguiam por
um circuito que passava por várias áreas do ap. A largada geralmente era dada
no meu quarto, partindo pelo corredor até a sala, dando uma volta pela mesa e
retornando ao meu quarto para a chegada. Os carrinhos largavam todos do mesmo
local, um por um, eu empurrava e eles seguiam, empurrava e seguiam; um de cada
vez. Ao final, um dos carrinhos preferidos sempre vencia!
Por que?
Talvez eu os empurrasse um pouco mais forte ou em uma direção melhor estudada, mas às vezes nem com o meu "toque divino" era possível fazer o escolhido vencer ou assumir a liderança, era como se Deus, com seu próprio "toque divino" estivesse a me impedir. Mas não importava, sempre um dos preferidos era o vencedor, poderia não ser o que eu quisesse que viesse a vencer àquela corrida, mas ainda assim era um dos outros preferidos. Acho que eram uns 40~60 carrinhos e eu deveria ter uns 4 ou 5 preferidos.
E por qual motivo eles eram os preferidos?
Acredito
que inicialmente vinha a ideia visual, o design, a cor; mas o carrinho
precisava ter boas rodinhas, não adiantava ser legal, se não corresse/andasse
bem.
Hoje
consigo entender que num grupo de 40~60 pessoas as quais convivemos nos nossos
dia a dia, apenas umas 4 ou 5 são as preferidas. Agora, eu entendo que não
importa: sou o carrinho que as rodinhas são ruins e/ou o design não é tão
legal!
Um anjo de asas quebradas e sonhos impossíveis, vale tanto quanto suas lágrimas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário