3 de outubro de 2015

Hope in ashes

O brilho mais belo.
O dos seus olhos?
Ou daquilo que eu sentia?

Seu sorriso era a certeza do impossível.
Meu coração e minhas asas batiam
Com força para impulsionar o sangue que me dava vida
E que me impulsionavam pelos céus a voar.
Não havia limites, nada era impossível,
Pois você me amava e eu a ti.

Mas em todas histórias antigas
Um momento de dificuldade precisa ocorrer,
Para que o herói ao final consiga vencer.
Eu tentei aceitar, tentei até morrer.
Infelizmente, eu falhei!
Falhei contigo, falhei comigo, falhei com tudo que acreditava.


Hoje sou um anjo caído,
O herói derrotado.
O cara sem graça,
Que ninguém suporta muito tempo ao lado.

Asas quebradas ainda tentam voar.
As lágrimas cansadas que não querem parar.
Brilho fraco que não consegue se apagar.
Não importa o que eu faça, nada vai mudar.


A minha esperança encontrou o impossível,
Impossível esquecer, impossível mais uma vez estar com você.
Que Deus me perdoe pelo que fiz,
Estes eram meus verdadeiros sentimentos,
Eu queria contigo, ser feliz.

Agora, minhas esperanças voam como cinzas
pelos ventos frios.
Meus sentimentos tão leves e carbonizados em pedaços.
Em mim, tudo o que resta:
É o vazio.


Luno Haan, anjo-caído.

14 de agosto de 2015

Cansado... desculpem.

Estou cansado!

Talvez esteja velho,
Talvez esteja chato.

Não.
Cansei das baboseiras,
Cansei da hipocrisia humana,
Cansei da sociedade fútil em que vivo.
Cansei da família, cansei dos amigos.
Cansei de migo mesmo.

Desculpem.




Nunca mais vou ser aquele mesmo cara.

2 de junho de 2015

Depressão

Às vezes, tudo o que posso fazer é chorar. São lágrimas que caem antes de dormir, vão descendo escondidas e silenciosas; escorregando para o mundo dos sonhos.

Sinto muito não ter respostas para suas perguntas,
Sinto muito não ser como o esperado por vocês,
Sinto muito não ter fé em mim mesmo.
Só queria que isto tudo acabasse. :~~


Estou caindo, não há como voar; só queria encontrar o chão!

13 de abril de 2015

Carrinho ou Carinho?

Nostálgica sensação que me veio neste fim de semana: a lembrança das corridas de carrinhos que eu costumava fazer pelo apartamento em que morava. Os carrinhos seguiam por um circuito que passava por várias áreas do ap. A largada geralmente era dada no meu quarto, partindo pelo corredor até a sala, dando uma volta pela mesa e retornando ao meu quarto para a chegada. Os carrinhos largavam todos do mesmo local, um por um, eu empurrava e eles seguiam, empurrava e seguiam; um de cada vez. Ao final, um dos carrinhos preferidos sempre vencia!





Por que?
Talvez eu os empurrasse um pouco mais forte ou em uma direção melhor estudada, mas às vezes nem com o meu "toque divino" era possível fazer o escolhido vencer ou assumir a liderança, era como se Deus, com seu próprio "toque divino" estivesse a me impedir. Mas não importava, sempre um dos preferidos era o vencedor, poderia não ser o que eu quisesse que viesse a vencer àquela corrida, mas ainda assim era um dos outros preferidos. Acho que eram uns 40~60 carrinhos e eu deveria ter uns 4 ou 5 preferidos.

E por qual motivo eles eram os preferidos?
Acredito que inicialmente vinha a ideia visual, o design, a cor; mas o carrinho precisava ter boas rodinhas, não adiantava ser legal, se não corresse/andasse bem.

Hoje consigo entender que num grupo de 40~60 pessoas as quais convivemos nos nossos dia a dia, apenas umas 4 ou 5 são as preferidas. Agora, eu entendo que não importa: sou o carrinho que as rodinhas são ruins e/ou o design não é tão legal! 



Um anjo de asas quebradas e sonhos impossíveis, vale tanto quanto suas lágrimas.