1 de fevereiro de 2012

Indo embora...


O post de hoje é uma pequena declaração do meu íntimo ser. Um pouco da voz interna que me faz ser quem sou.
O primeiro trecho não é meu, creio que seja um dos textos da minha irmã. O destino mais uma vez parece brincar de esconde-esconde comigo e me fez encontrar este texto aqui no computador.
Eis o texto:

"Ir embora para mim é tão palpável quanto efêmero; 
nas línguas ortodoxas: pecado, 
nas filosofias que desprezam os dogmas: fraco.

Atribuindo ou não denominações, a vida não é uma teoria, até mesmo porque todo dia deparo-me com esta vida que é de muitos seres, sendo que a generalização a concebe sendo a vida de nossos seres. 
Se estou me cansando de minhas fadigadas teorias e verdades; pois o que não quero é me tornar ríspida e intragável num abrupto cegar de verdades absolutas.

Esta é só mais uma verdade dentre as tantas verdades que gritam nessa necessidade de exteriorizar as coisas em palavras, simplesmente palavras, sejam elas meras teorias, 
ciência que se pretende onipotente e religião que se proclama verdade...

Cientificismo cartesiano, sobrejugo homem a tudo que o circunda, o auto-afirmar ocidental e a crença inabalável de doutrinas e convicções orientais?! 
Por fim, oradores, ditadores, amenos, subversivos; cada um com suas verdades que se propagam em imensuráveis afluentes de verdades; mas por fim o rio é o final comum de todos.

Comparar com o rio e seus afluentes?
 Audácia em contraparte, mas da dor entravada com o tanque corrompido e pifando em sinuosas trilhas inaudíveis e tortuosos tracejados da mente na vertigem da ilusão.

Talvez eu me vá; por há tempos não me sentir nesse mundo, por trair a mim mesma, por não me suportar com minhas ideologias que parecem me afastar e me isolar cada vez mais, por não saber me comportar num mundo tão cheio de regras, padrões, conceitos, verdades e quando algo inebriante me traz o gozo de não contar e nem ver o tempo e nem querer/precisar saber dele (mesmo quando a razão é mais pedinte), logo os detalhes escorrem feito água da chuva que cai e na sua correnteza vai levando tudo para os ínfimos, bueiros, esgotos..."


Sinto fortemente a empatia para com o texto acima. Descreve perfeitamente como tenho me sentido, descreve como a minha mente tenta me convencer a ser outra pessoa e como eu mesmo me obrigo a ser quem sou; ou seria o inverso?!
Só posso concluir que:

Minha maldição é amar. 
Minha dor é ter amado,
Minha fraqueza é o amor
E o amor, realmente, tudo pode.

Pode me fazer ser melhor a cada dia,
Pode me fazer seguir os ideiais corretos,
Mesmo quando o mundo inteiro caçoa disso.
Pôde até mesmo me fazer cometer um erro pelo qual nunca fui perdoado.
De fato eu busco este perdão já fazem Eras.
O Amor pôde me fazer sofrer o frio terrível que é aqui...
O Amor poderia me levar além das nuvens novamente?

Acredito que sim, mas parece que estou perdendo.
É como se algo dentro de mim estivesse apodrecendo...
E eu acho que é o Amor que está morto dentro de mim.

Eles estão a caminho. Eles virão me pegar, sentem que minha presença já é inútil. Eles estão se aproximando, ouço suas asas a mercê, mas não posso vê-los, eles me observam e querem a minha Voz.
...que estais no céu...