30 de novembro de 2011

Enigma do Vento

Esse post será sobre um pequeno texto que desenvolvi. Eu o modifiquei um pouco para que fique como um enigma. Gostaria de ver se alguém consegue imaginar o que eu estava tentando explicar analogicamente...


Como os 4 Ventos:
 
Como o Vento
Não pode ser visto,
Mas pode-se sentí-lo.

Como o Vento
Se for aprisionado
Perde sua essência e não é o que parecia ser.

Como o Vento
Não importa a distância e nem o lugar,
Ele virá e poderemos sentí-lo de novo e de novo.

Como o Vento
Mesmo que se pareça vários e passageiro
É único e eterno.



make a wish...

14 de novembro de 2011

Getting old but cold.


Os anos estão passando e a ampulheta com os grãos de areia da minha vida estão caindo. Como flocos de neve frios e sem vida.

Sempre caindo. 

Sou como uma estrela cadente:
Um pequeno brilho pálido na vastidão profunda do Universo frio e escuro, um brilho momentâneo e solitário.

Sempre caindo.

A cada instante estou aprendendo, e os golpes profundos que sofri na batalha da vida me fizeram sangrar e quase desistir, mas ainda estou vivo e ainda posso voltar para a batalha. Os ferimentos levaram muitos grãos de areia para cicatrizar e me tornaram temeroso em batalhar novamente. E os grãos estão caindo e eu estou caindo.

Sempre caindo.
 
Percebi que não se deve desistir por causa de um ou de vários golpes e que enquanto o instante que é a vida permanecer em nós devemos brilhar o mais forte possível para que todos possam ver e desejarem...
Desejarem um dia conseguirem o que conseguimos e finalmente poderemos cair enfim ao invés de ficar sempre caindo! 


  
Hey you
Out there in the cold
Getting lonely, getting old
Can you feel me?


look at me and make a wish...

4 de novembro de 2011

Seu rosto no espelho

Meu reflexo, meus medos.


Sou um ser de sentimentos apagados. Que escolhe esconder-se em sombras ao invés de trazer a luz que um dia podia emanar. Que prefere viver no cinza a iluminar o suficiente para que com a verdade possa magoar.

Sou atormentado por fantasmas que insistem em me mostrar as dores passadas que causei e que me foram causadas. Minha alma está sempre pedindo para chorar, mas nem isso eu posso lhe dar. O que resta é um aperto, uma agonia que consome a cada dia as minhas vontades de um dia novamente brilhar.

Sim. É escolha minha viver nesse cinza, mas as escolhas são feitas baseadas em conhecimentos, pensamentos e sentimentos; logo, eu possuo bons motivos para esta escolha fazer. Mesmo que faça doer muito mais em mim do que em você. E de fato é sempre isso o que mais pesa, porque um ser como eu está acostumado com a dor do sofrimento e do abandono e jamais desejaria o mesmo para você que tanto amo.

Minha alma melancólica vaga pela eternidade em busca da sua luz, mas a cada passo em sua direção você fica cada vez mais distante. Tenho medo, medo que eu esteja na velocidade do que hoje sou e você na velocidade do que você é: luz.

Sou um ser que não acredita na vida, pois a tive destruída por desilusões. Sou um ser que não acredita na morte, pois seria muita sorte terminar rápido assim. Sou um ser que acredita na eternidade e no infinito; e que busca o impossível para ter ao menos mais uma vez perto de ti.




Por onde andas a outra metade do meu coração?
Será que choras amargamente ou será que sorrir felizmente?
Onde estarás agora?
Em algum país distante, no apartamento ao lado, andando na rua ou jaz enterrado?


...bring me the light.